CURSO DE MANUTENÇÃO DE NO-BREAK E FONTE CHAVEADA C/ ESQUEMA

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Entenda a diferença entre No-Break e Short-Break

Hoje em dia, diversa empresa tem se aventurando no segmento de energia. Até o fechamento desta matéria, levantamos 58 empresas atuando com No-Breaks no Brasil. Muitas oferecem produtos, que em sua maioria não atendem as expectativas do mercado. E por não atenderem a tais expectativas, acabam abusando da criatividade para fazer uso de nomes ou palavras bonitas, ou impactantes, muitas vezes com o intuito de ocultar a real característica de um equipamento. Isto acontece, por exemplo, com os SHORT-BREAKS. Tais equipamentos tentam se aproximar do funcionamento de um NO-BREAK. Em condições normais de operação, ou seja, com a rede elétrica comercial presente, os SHORT-BREAKS até podem apresentar uma forma de onda senoidal, às vezes estabilizada, dependendo da disponibilidade deste recurso no equipamento. O grande problema ocorre na verdade, quando estamos diante de uma falta de energia. De imediato, já encontramos dois problemas que merecem uma análise mais profunda:
Tempo de transferência: Uma característica dos NO-BREAKS, é que estes equipamentos não têm tempo de transferência, ou seja, em caso de falta de energia (operação pelas baterias) ou no retorno desta, não há interrupção alguma de fornecimento. Já os SHORT-BREAKS, equipamentos tecnicamente inferiores aos NO-BREAKS, têm este nome não para indicar um equipamento que tenha uma autonomia pequena. A nomenclatura é empregada por haver um tempo ?sem fornecimento de energia? entre a falta de energia e o retorno desta. Isto quer dizer que existe uma interrupção de curta duração (curta parada = short break) em seu fornecimento de energia para os equipamentos ligados ao SHORT-BREAK. Alguns equipamentos elétrico-eletrônicos já estão preparados para nem perceber esse tempo de transferência, ou seja, na falta de energia, eles não se desligam. Mas uma infinidade de outros equipamentos elétrico-eletrônicos não tem essa preparação, e se ligados em um Short Break, tão logo haja falta de energia, tais equipamentos são instantaneamente desligados para um religamento quase que imediato. No caso de uma TV, por exemplo, não há problemas em o usuário ficar sem energia por meio segundo, ou menos, mas se for um computador, esse ?pique? de energia pode levar todo um trabalho a ser perdido. Este pequeno tempo de interrupção varia de short break para short break. Em alguns Shorts Breaks, esse tempo de transferência é tão pequeno, que não compromete o funcionamento de um computador, por exemplo, mas a grande e esmagadora maioria dos short breaks possuem tempos de transferência elevados, que podem ocasionar rápidas falhas no fornecimento no momento exato da falta de energia. Nota-se assim, que o ideal para o uso de Short Breaks, é confiar em empresas que tenham boa reputação histórica, como Engetron, APC, Eaton e outras com tecnologias de alta qualidade já consolidadas no mercado. Mesmo porque, tais empresas citadas possuem efetivos No-Breaks em suas linhas principais de produção, o que permite que a tecnologia embarcada leve até o Short Break, o máximo de segurança e o menor tempo de transferência possível, para que nenhum impacto de efetiva falha de fornecimento aconteça.

- A forma de onda senoidal: Todo equipamento eletrônico é projetado para operar com a energia disponível no local. Em geral, esta energia é fornecida pela concessionária, e sua forma de onda é senoidal. Por não conseguir reproduzir a mesma forma de onda, os fabricantes de SHORT-BREAKS, utilizam termos como semi-senoidal, senoidal por aproximação, trapezoidal ou mesmo onda quadrada, quadrada PWM, com o intuito de não revelar esta deficiência técnica do equipamento. Tal deficiência não implica em desvantagens ou prejuízos para equipamentos encontrados em residências ou em pequenos escritórios, mas torna-se uma deficiência altamente severa quando a aplicação envolvida é um equipamento mais sensível, como por exemplo um aparelho de ultrasonografia, um servidor de alta capacidade, um equipamento de raio X, aparelhos de análise clínica em geral, equipamentos de controle de vôo, automação industrial, sensores, transmissores, etc. Assim, para este tipo de aplicação, a recomendação mais sensata é a de uso de No-Breaks, e não Short Breaks, que certamente causarão os chamados ?ruídos de energia elétrica? que prejudicarão sobremaneira o desempenho de tais equipamentos.